A quem eu enviaria todos os postais,
de todos os lugares;
Todas as cartas,
de todas as angústias;
Todas os bilhetes,
de muitas alegrias
transitórias.
Compartilharia as paixões,
as ilusões, conspirações,
talvez até mesmo as poesias.
Falaria até cansar,
Fumaria até chapar.
Aquela, ela
em mim sou eu nela.
Aquela que me adora,
venero eu nela
À minha irmã mais velha,
minha amiga antiga.
Aqui.
Imortalizável;
Infinitamente.
Em todos os vinte e nove
de todos os agostos;
vinte e um
de outubros luminosos ou nublados;
de todos os dias e todas as noites
de tudo que pode se encaixar nessa palavrinha,
de quatro letras,
quantos números forem possíveis...
inumeráveis.
nas lembranças ou nos sonhos:
Ela em mim,
eu nela.
Minha irmã mais velha,
minha amiga mais antiga...
em todos os vinte e nove
de todos os agostos.
Obrigada.
29 de agosto de 2010
8 de agosto de 2010
Casa, varanda, comida
Música e cigarros
Frio... segurança e humidade.
Descaminhos, caminhadas
Seco e colorido;
Alaranjado.
Tempero é gergelim
Sem suor e sem saliva
Terra sem água;
Sem brisa.
Descaminhos, caminhadas
Sem fim, sem fundo.
Encontros
Múltiplos desencontros
em mim
Tempo perdido e humidade...
A morenisse, a castanhisse.
Amigos doces
ásperos momentos de lembranças
azedas,
Malditas memórias.
Tentativas de deslocamento.
Música e cigarros
Frio... segurança e humidade.
Descaminhos, caminhadas
Seco e colorido;
Alaranjado.
Tempero é gergelim
Sem suor e sem saliva
Terra sem água;
Sem brisa.
Descaminhos, caminhadas
Sem fim, sem fundo.
Encontros
Múltiplos desencontros
em mim
Tempo perdido e humidade...
A morenisse, a castanhisse.
Amigos doces
ásperos momentos de lembranças
azedas,
Malditas memórias.
Tentativas de deslocamento.
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