insanosilêncio

1 de maio de 2011

melancolia

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Subversiva

Ferreira Gullar

A poesia
quando chega
não respeita nada
nem pai nem mãe.

Quando ela chega
de qualquer de seus abismos
desconhece o Estado e a Sociedade Civil
infringe o Código de Águas
relincha
como puta
nova
em frente ao Palácio da Alvorada.

E só depois
reconsidera: beija
nos olhos os que ganham mal
embala no colo
os que têm sede de felicidade
e de justiça

E promete incendiar o país.


ar.

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ar.
em busca de tanta beleza existente nas belezas, das belezas nas tristezas e das tantas tristezas dentro das belezas.
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