20 de novembro de 2010

efemeridades

Sei que acontece. Nem como e nem porquê. Isso de não saber explicar é coisa que intriga, mas intriga como aquelas coisas que se pensa sem pensar. Sem prensar. Sem nem imaginar. Não dá tempo. Passa pela cabeça passando, nao pára. Acontece parecendo que não aconteceu.
Quando acontece acontecendo passa parando em distâncias imperceptíveis. Frequências incalculáveis. Como música que entra e não sai. Passa pensando, sem parar. Prensa toma conta entra martela funfurunfa blábláblá. Intensifica sem saber se necessário. Torna preocupação sem precisão. Não vai embora, corrói, destrói.

E se dilui.

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