11 de setembro de 2010

Estava com saudade das poesias, daqui e dos outros, dedicadas a um, a uma, a mim ou a ninguém;
e por que não à sala de livros... com cheiro de café?

A fim de fazer nada, entreguei-me a elas: as existentes, as que surgiram – hoje, e as que não conheço.
Li os preferidos, pensei nos amigos, nos amores e nos mortos. Virei páginas e páginas. Muitas que inspiram, instigam e excitam.
Gargalhei sozinha.
Ouvi Vinícius, mas não o li – ele não estava aqui.

E me despedi dessa tarde gostosa
e chuvosa, pensando: que gozado entregar-se,
lambusar-se,
entre papéis.

Melhor ainda é se deixar esquecer.

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