A primavera começa outra vez. Renasce, floresce. Folhas, flores, caules, ramos.
Verdes, amarelos, vermelhos, brancos. Renascem memórias de tantas outras primaveras, melancolias de tantas outras infancias. Sóis da tarde de outros namoros, verdes gramas de muitos bosques.
Gosto do plural. Gosto da estação inspiradora que antecede a preguiça versus vivacidade do verão.
Repetição.
E gosto também da melancolia. De lembrar dos tantou outros eus que andaram por tantas outras primaveras, primas veras, deveras. E pensar nos tantos outros demais contituintes, passados e presentes, plurais e singulares, do eu atual. Pensar nos pensantes passados passantes.
Presentes.
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